Em Carne Viva
Em "Em Carne Viva", Alexandre Montenegro abandona a ternura do prelúdio. Aqui, o corpo é uma tela para ser marcada. É um texto sobre o "egoísmo hedonista", onde o clímax é arrancado através da exaustão e da "deliciosa devassidão". Ajoelhe-se perante o "dragão que desenha as costas"
Missa Libidinosus
A Liturgia:
Neste "credo" sombrio, o Vitoriano despe a culpa para vestir o desejo. A "Missa Libidinosus" não é uma prece aos céus, mas uma descida aos infernos do prazer, onde a penetração é a "lança que sublima" e a salvação reside na perdição da carne. Uma ode ao "templo de Sade" erguido sobre os escombros da moralidade.
Nós, os Hiperbóreos
Friedrich Nietzsche escreveu: 'Para além do Norte, do gelo, da morte – a nossa vida, a nossa felicidade.' Este texto é uma carta geográfica dessa terra incógnita. Nós, os Hiperbóreos não é apenas um relato de paixão, mas um manifesto de isolamento partilhado. Aqui, o amor é um refúgio para os 'clandestinos afogados em fronteira', que olham para o 'Vale dos Adormecidos' com o desprezo de quem sabe que 'dEUS está morto'. Prepare-se para um beijo que não é prelúdio, mas sim 'leal à vitalidade da nossa natureza'.
Lucille Imperia Califórnia
Existem nomes que, quando pronunciados, fazem as sombras recuar. Lucille Imperia California é um desses nomes. Ela não entra num quarto; ela invade a realidade. Nesta narrativa, a cadeira elétrica deixa de ser um instrumento de morte para se tornar um trono de espera, onde o condenado aguarda não o fim, mas o 'consumo pornográfico' pela sua carrasca de pele mármore. O que se segue é o assassinato do Paraíso e a canonização do prazer em stiletto agudo
Bulb
Há momentos em que o desejo deixa de ser um mero capricho biológico para se tornar um ritual de aniquilação. Neste poema, descemos tateando pelas paredes húmidas de um castelo interior, onde o medo e o prazer — o tremor e o rubor — são indissociáveis. Aqui, o ato de amar é um ato de canibalismo sagrado: consumimos para não sermos consumidos, ou talvez, para nos rendermos finalmente à chama que nos devora. Preparem-se para tocar no proibido.