Em Carne Viva
Em "Em Carne Viva", Alexandre Montenegro abandona a ternura do prelúdio. Aqui, o corpo é uma tela para ser marcada. É um texto sobre o "egoísmo hedonista", onde o clímax é arrancado através da exaustão e da "deliciosa devassidão". Ajoelhe-se perante o "dragão que desenha as costas"
Contração
Há pactos que não se assinam com tinta, mas com 'líquidos libidinosos'. Contração explora o momento exato em que dois amantes se reconhecem como predadores da mesma espécie. Aqui, não há vítimas, apenas 'demónios [que] partilham os mesmos apetites'. Num cenário de 'cabedal' e 'malícia carnívora', o corpo deixa de ser sagrado para se tornar algo mais útil: um 'brinquedo de prazer' desejado, trincado e esgotado até à exaustão final.