Compulsão
Existem desejos que não se pedem; tomam-se. Este poema não fala do amor que constrói, mas daquele que consome, que arrasta para o fundo como uma pedra preciosa atada ao tornozelo. É a voz da substância, da carne e da vontade oprimida que, finalmente, encontra a sua liberdade na total submissão. Quando a agulha do êxtase toca a pele, o tempo colapsa no 'nulo segundo'. Respire fundo. O que se segue é uma confissão de fome