Canibal
Há musas que inspiram e musas que intoxicam. Neste texto, a amada é 'cocaína-mulher', inalada numa sofreguidão que mistura 'Baco' e 'Eros'. Aqui, o quarto transforma-se num 'falaciano palácio', onde a oração é feita de joelhos, mas não para pedir perdão — apenas para pedir mais. 'Reza-me em Sade' é o comando imperativo para um ritual onde o corpo é consumido em 'atrocidades canibais' e onde a única eternidade possível reside na profundidade de uma boca.