Em Carne Viva
Alexandre Montenegro Alexandre Montenegro

Em Carne Viva

Em "Em Carne Viva", Alexandre Montenegro abandona a ternura do prelúdio. Aqui, o corpo é uma tela para ser marcada. É um texto sobre o "egoísmo hedonista", onde o clímax é arrancado através da exaustão e da "deliciosa devassidão". Ajoelhe-se perante o "dragão que desenha as costas"

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Avé-Magdala
Dark Erotica Alexandre Montenegro Dark Erotica Alexandre Montenegro

Avé-Magdala

Existem templos feitos de pedra e templos feitos de pele. Ave Magdala é uma genuflexão perante o segundo. Neste ritual, não há culpa, apenas 'moralidade suspensa' e a procura pela divindade através do toque. Quando o amante se torna devoto e a amada se revela 'santificada em túnica pecaminosa', o clímax deixa de ser apenas físico para se tornar uma 'beatificação pulsante'. Entre neste santuário, mas deixe a castidade à porta; aqui, reza-se com o corpo

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Contração
Dark Erotica Alexandre Montenegro Dark Erotica Alexandre Montenegro

Contração

Há pactos que não se assinam com tinta, mas com 'líquidos libidinosos'. Contração explora o momento exato em que dois amantes se reconhecem como predadores da mesma espécie. Aqui, não há vítimas, apenas 'demónios [que] partilham os mesmos apetites'. Num cenário de 'cabedal' e 'malícia carnívora', o corpo deixa de ser sagrado para se tornar algo mais útil: um 'brinquedo de prazer' desejado, trincado e esgotado até à exaustão final.

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Perversa Pureza
Dark Erotica Alexandre Montenegro Dark Erotica Alexandre Montenegro

Perversa Pureza

Há uma linha ténue entre o altar e o abismo. Em Perversa Pureza, essa linha é apagada pela 'besta-homem'. Este não é um poema sobre amor cortês; é sobre a 'amarração celestial' que prende a vontade ao desejo. Aqui, o ato de 'soletra[r]... versículos' transforma-se num ritual físico, onde a 'doce palavra' sufoca e inunda. Prepare-se para uma confissão onde a 'salvação' é apenas um eufemismo para o clímax.

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Bulb
Alexandre Montenegro Alexandre Montenegro

Bulb

Há momentos em que o desejo deixa de ser um mero capricho biológico para se tornar um ritual de aniquilação. Neste poema, descemos tateando pelas paredes húmidas de um castelo interior, onde o medo e o prazer — o tremor e o rubor — são indissociáveis. Aqui, o ato de amar é um ato de canibalismo sagrado: consumimos para não sermos consumidos, ou talvez, para nos rendermos finalmente à chama que nos devora. Preparem-se para tocar no proibido.

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Dominus
Dark Erotica, Poesia profana Alexandre Montenegro Dark Erotica, Poesia profana Alexandre Montenegro

Dominus

Nesta obra, Alexandre Montenegro subverte a oração tradicional. O altar não é de pedra, mas de 'cetim vermelho' e 'cabedal'; a hóstia não é pão, mas o sabor a 'canela' e 'cera queimada'. O poeta coloca-se na posição de máxima vulnerabilidade — amordaçado e vendado — para descobrir que a liberdade suprema reside, paradoxalmente, na entrega total ao controlo do outro. O 'holocausto luxurioso' aqui descrito não é fim, mas transcendência.

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