Entasis
Há um silêncio que se encontra apenas no prazer.
Alexandre Montenegro convida-nos a despir não apenas a pele, mas a própria vontade, transformando o ato sexual num ofício religioso.
Aqui, o tempo — Cronos — é sacrificado no altar do 'l e n t o', onde o prazer não é um destino, mas um continuum hedónico de febre e presença.
Um momento em pano de fundo
Este texto surge como um eco de uma madrugada solitária, onde a figura de Lucille se materializa entre o pó das estantes e o brilho de uma secretária secular. É um convite ao despojamento do quotidiano medíocre para habitar um mundo de "aconchego acetinado" e "liturgias esquecidas". Deixa que a música das palavras te guie por este palácio de marfim.