Epitáfio
Alexandre Montenegro e Filomena d'Avila Alexandre Montenegro e Filomena d'Avila

Epitáfio

Escrito por Alexandre Montenegro e Filomena d’Ávila

Há silêncios que não são ausência de som, mas presença de peso. Estruturas geológicas de traumas herdados e "capítulos de livros" alheios que nos calcificam a alma. O texto que se segue não é um grito de socorro; é o registo fúnebre do que apodrece, com uma estranha tranquilidade, dentro das paredes da nossa própria indiferença.

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Cara de plástico
Alexandre Montenegro Alexandre Montenegro

Cara de plástico

Escrito por Alexandre Montenegro e Filomena d’Ávila

Muitas vezes, a alma atormentada encontra-se numa encruzilhada silenciosa: o momento exato após o excesso, onde reside a ressaca emocional e a claridade dolorosa da indiferença. Este poema mergulha nas entranhas da melancolia existencial, explorando a assimetria cruel das relações humanas, onde um lado sempre sente, sofre e sangra mais do que o outro.

Ao invocar a figura trágica de Prometeu e as suas promessas logradas, os versos abaixo dissecam o medo profundo da mediocridade — o pavor de se tornar apenas mais um caminhante vulgar no trajeto inevitável entre o berço e a cova. É uma reflexão lúgubre sobre máscaras que se despedaçam e a busca por um sentido num abismo de sussurros. Para o leitor que procura refúgio na literatura gótica e na expressão da dor crua, este texto é um espelho da própria solidão

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Kafka
Poesia & Versos Alexandre Montenegro Poesia & Versos Alexandre Montenegro

Kafka

Escrito por Alexandre Montenegro e Filomena d’Ávila

A Sinfonia da Besta Interior

Na tradição da literatura gótica e do simbolismo obscuro, a música muitas vezes serve como um canal para o indizível. Este poema explora a fronteira tênue entre a vítima e o predador, mergulhando na psique de um narrador atormentado que, ao encarar o vazio existencial, decide não mais fugir, mas sim tornar-se o próprio monstro.

Através da metáfora de um piano lúgubre e poeirento, cada nota tocada não é uma melodia de vida, mas um hino a Tanatos (a pulsão de morte). A obra questiona a moralidade e a culpa, invocando uma natureza Hiperbórea — superior, fria e distante. É uma reflexão sobre a obsessão humana em encontrar sentido no sofrimento, culminando numa aceitação aterrorizante da própria sombra. Para os amantes da estética Dark Academia e do pessimismo filosófico, estes versos são um convite para mergulhar num oceano de violência e silêncio.

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